segunda-feira, 19 de março de 2012

Descartáveis até quando?

 Hoje li um artigo do ilustrado Arnaldo Jabor sobre a fome de amor que sentimos atualmente. E isso se deve por cada vez mais as relações se tornarem superficiais.
Tudo bem que na sociedade capitalista onde nos encontramos, é lucrativo para os detentores de poder do mercado, manufaturar produtos descartáveis, onde você compra e já sabe que daqui a algum tempo (e pouco tempo) terá que comprar outro para suprir sua ausência. É a lógica de uma sociedade imediatista e gananciosa. Essa característica, porém, não deveria se aplicar a pessoas.
Seres humanos não deveriam ser descartáveis, relacionamentos deveriam começar com o desejo de ser duradouro pelo menos, e não apenas pelo singelo desejo de curtir alguns momentos da vida com alguém, enquanto não acha outro melhor. Por vezes tento me forçar a ser moderna nesses aspectos, mas minha essência não permite. Ela faz questão de ser romântica a moda antiga e idiota o suficiente para acreditar que um dia vai achar alguém que me complete. Na verdade, que some a mim, porque completos todos nós somos. Da nossa maneira, mas somos.
Talvez você esteja se perguntando o motivo de eu ter usado a palavra idiota no parágrafo anterior e eu vou explicar para que não haja mal entendidos. Não a utilizei em seu modo pejorativo, até porque eu estaria me contradizendo. Achei que seu uso seria apropriado pelo seu sentido mais melódico. Quando amamos sentimos falta demasiadamente de alguém, implicamos como se fôssemos crianças, bagunçamos o cabelo e nos embolamos em abraços e beijos inocentes, nossos olhos brilham e nem percebemos isso, ou seja, parte do nosso bom senso some e nos tornamos idiotas.
Mas isso não é nem um pouco ruim. Podemos fugir um pouco de toda a seriedade de nossos empregos e obrigações para estar ao lado daquele, ou daquela, que nos faz bem da maneira como mais nos sentimos a vontade. Ser nós mesmos; ter preguiça, gostar de dar e receber carinho.
E o que as pessoas tem hoje em dia com essa nova forma de pensar sobre relacionamentos? Lindas mulheres e belos homens frequentam boates e baladas, bebem cada vez com menos pudor, dançam com menos pudor ainda, podem até se divertir, mas continuam voltando sozinhos para casa. Não sou hipócrita de dizer que eu não faço isso. Sou jovem, tenho 21 anos, saio sim, bebo, gosto de dançar, me divirto mas sinto falta de alguém do meu lado, para segurar a minha mão e dizer o quanto sou especial. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alguém...


É tão ruim se sentir sozinha.
Parece que tudo está perdido em todos os sentidos, que sua vida não tem graça por mais graça que ela pareça ter. Parece que o mundo é um grande universo vazio e que nada nem ninguém pode suprir sua necessidade de carinho e atenção. Ou talvez alguém possa.
Alguém que você ainda não conheceu, ou que já tenha conhecido mas que não tenha despertado nada de muito mais do que um sorriso.
Alguém que te faça acreditar no quanto é bonita e inteligente, que ria mesmo com as suas piadas mais sem graças e que fale mil coisas engraçadas só porque gosta de te ver sorrindo.
Alguém que, com um simples olhar, faça você se sentir a pessoa mais importante nesse mundo.
Alguém que te ligue para ouvir sua respiração, alguém que te transforme na melhor pessoa do mundo, pelo menos para ele.
Alguém que não concorda com tudo o que você fala, que discute para se reconciliar de maneira deliciosa.
Alguém para te abraçar no frio e assistir um filme agarradinho comendo chocolate enquanto aquela tempestade cai do lado de fora da janela. Alguém que faça miojo com requeijão só para você da forma mais desengonçada e linda que você já viu.
Alguém para ir ao cinema, ao parque aquático, ao restaurante ou apenas ao pastel da esquina da sua casa. Alguém que reconheça seu trabalho, que reconheça seu valor como pessoa, como mulher.
Alguém que acima de tudo te respeite e te ame indiscutivelmente.
Como eu quero encontrar esse alguém... 


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Visitas no Centro da Cidade


                   Equipe de estágio da Agência TopCom, Faculdade CCAA


Em setembro fui junto com meus colegas estagiários e a nossa supervisora ao E-mail Marketing Brasil, um evento realizado pela empresa Dinamize há 3 anos que reúne profissionais principalmente da área de Comunicação que atuem com veículos midiáticos recentes, sobretudo com a internet e suas atribuições para os mercados de informação e produtos.
Entrevistei dois dos palestrantes. Um deles foi Renato Rosa, presidente e fundador da RED, uma empresa de aconselhamento e consultoria a experiências interativas, que conceituou um pouco a questão do e-mail marketing caracterizando-o não apenas como uma mera maneira de vender produtos mas também como uma rede de relacionamento entre empresa e consumidor. O outro palestrante que entrevistei se chama André Torretta, publicitário baiano radicado em São Paulo que além de outras competências, trabalhou como estrategista em campanhas políticas durante 15 anos. Sua palestra explicou por uma perspectiva histórica e social a diferença crucial entre a utilização da internet por pessoas de classes econômicas divergentes.
Mas o que mais me chamou a atenção neste dia, por mais que nossa participação no evento tenha sido de considerável aprendizado, foi o pequeno passeio que fiz com dois dos colegas que estavam comigo após nosso almoço. Como tínhamos um determinado período de tempo vago, resolvemos visitar o CCBB (Centro Cultral Banco do Brasil) que fica muito perto de onde o evento foi realizado.
Eu sei que é uma vergonha falar isso, mas foi a primeira vez que estive presente naquele lugar e já sei que voltarei infinitas vezes para contemplar as maravilhosas exposições que o Centro Cultural proporciona. No caso em questão, fomos conhecer um pouquinho mais sobre a história de vida de Mile Davis, trompetista, compositor e bandleader (que para quem não sabe, é o líder de uma banda) de jazz norte americano dos anos 60 até os anos 90.
A exposição contou com muitos quadros de fotos de Mile, assim como sua discografia, textos explicitando sua vida e obra, além de objetos de uso pessoal como roupas e instrumentos utilizados por ele. Ainda havia uma pequena sala reservada onde as pessoas que desejavam desprender-se um pouco de suas atreladas vidas de trabalho ouviam suas músicas e recostavam em uma das poltronas que ali estavam. Sem contar a Livraria da Travessa que me encantou sobremaneira com os fantásticos títulos dos quais dispõem em seu acervo. Ai, que vontade de comprar tudo!
Não posso deixar de citar uma breve observação. Isso ocorreu em um dia de terça-feira, por volta da hora do almoço e mesmo assim o local tinha uma quantidade notável de pessoas distribuídas entre essa e outras exposições. Até crianças estavam presentes e o que é mais legal, interessadas em aprender. Depois dizem que o Brasil nunca “vai para frente”. 


                                      Centro Cultural Banco do Brasil, RJ

sábado, 10 de setembro de 2011

Qual a importância mesmo?

Eu sempre acreditei que pensar nas outras pessoas é tão importante quanto pensar em nós. Por causa disso, já me anulei muito durante a minha vida. Diversas vezes anulei minhas vontades e sentimentos por achar que poderia fazer mal ou chatear alguém. E não me arrependo por isso, é o meu jeito. Odeio magoar pessoas, principalmente aquelas por quem o meu carinho é especial.
O problema é eu achar que as pessoas terão o mesmo pensamento que tenho, e isso raramente acontece. Pensam nelas, no que querem fazer ou sentir, sem se importar muito com que as outras pessoas serão magoadas por tais atitudes ou não.
Mas eu também nunca gostei de guardar rancor de ninguém, isso só faz mal para a alma e para o coração. Costumo relevar pequenos erros para estimular a boa convivência e a amizade, mas bem que já me disseram que as pessoas reconhecem um único erro com muito mais facilidade do que reconhecem mil qualidades.
Tudo bem, não vou mudar meu jeito por causa disso, mas é uma pena!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Portfólio de Vida- Giulliane Mallen

Eu sei que na postagem anterior tinha prometido uma continuação e ela virá, mas não hoje!
Hoje eu postarei um texto de minha autoria que fiz para a produção de um vídeo que denominei como "Portfólio de vida".


O homem em sua essência necessita de companhia,
necessita sonhar, necessita de amigos distantes para dizer o quanto está com saudade.
O homem não vive sozinho,
ele precisa de alguém para chamar de seu,
precisa de pessoas que o ensinem a viver neste mundo tão cruel.
Um porto seguro, uma inspiração para caminhar, um exemplo a seguir.
O homem necessita de companheirismo,
de carinho,
de energia,
de vitórias,
de alguém para confiar.
Necessita de mestres, de coisas e pessoas que os permitam crescer.
Necessita de lembranças prazerosas.
Um homem sem amor ao que faz não é feliz.
Ele precisa fazer escolhas,
e além de todo o trabalho se divertir com pessoas que lhe façam bem.
Necessita se amar antes de tudo,
ter orgulho do que ensina e do que aprende.
Constrói laços duradouros,
cria mundos paralelos ao real, busca ser feliz mesmo que em outra dimensão.
Conhece pessoas que tornam sua vida melhor e sofre por não tê-las para sempre.
Vive momentos que sabe que jamais voltarão a se concretizar e sofre por ter essa consciência.
Mas aprende,
que tudo, ou quase tudo, vale a pena.
que por mais que estejam longes as pessoas não deixarão de ser importantes.
Aprende que o tempo passa ininterruptamente e que as coisas estarão em constante mudança.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sabe aqueles momentos em que você cessa um pouco toda a correria da labuta diária para refletir e ainda assim não consegue pensar em nada?
Você sabe que precisa organizar milhões de coisas, resolver outras milhares que ainda estão pendentes mas faz questão de tirar esses 5, 10 ou até 15 minutos para você, exclusivamente para descansar sua mente (ou tentar, rs).
O que acontece então?
Como você trabalha o dia inteiro e seu cérebro permanece em ação constante, quando se permite que ele relaxe um pouco, você literalmente "viaja" para uma outra dimensão qualquer. É isso mesmo! O sono é tamanho, que não há gigante ou campeão de MMA que o controle.
E você sonha.
Sonha que finalmente está milionário, ou que conseguiu encontrar a parceira ou parceiro ideal para viver ao seu lado, ou por que não unir os dois sonhos em um só? Seu inconsciente cria um mundo completamente seu, paralelo a realidade. Nele encontram-se seus piores medos e decepções mas também suas grandes realizações pessoais.
E aí, quando você se encontra completamente embebido por esta atmosfera surreal, você acorda e percebe que aquilo não é exatamente o que você vive.
E, a partir daí você tem duas opções...

mas elas eu só escreverei na próxima postagem!  :)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Estreia Ateliê Cia de Dança

Ocorreu no dia 29 de junho, no Sesi de Jacarepaguá as 20h, a estreia da Ateliê Cia de Dança com o espetáculo Descortinar.
A apresentação é dividida em dois atos. O primeiro, denominado Ágape (expressão que se traduz como “amor divino e incondicional”), foi um pedido mais do que especial que Bianca Lyne, diretora artística da companhia e esposa de Fernando Bersot, coreógrafo e diretor geral, fez ao marido.  Ele então procurou exprimir toda a paixão que sente pelo seu trabalho, agradecendo em cada movimento o dom que lhes foi dado para a arte e tudo o que lhes foi proporcionado por ela, encantando o público com alegria e suavidade. No segundo momento, o público fascina-se novamente, dessa vez com a fração coreográfica que nomeia o espetáculo.
A palavra Descortinar em seu sentido literal significa “correr a cortina para mostrar algo”, todavia vista por uma perspectiva um tanto quanto abstrata, nos designaria a pensar em algo revelador que se mostra aos nossos olhos no espetáculo como a verdadeira essência humana. Os bailarinos da Cia se movimentam de maneira como se quisessem redescobrir-se, livrar-se de todas as amarras e padrões estabelecidos pelas convenções sociais para serem eles mesmos.
 “Adorei a apresentação, com músicas extremamente bem escolhidas e movimentos suaves. Como tinha imaginado, descortinar é olhar para si mesmo e descobrir seu eu interior. Foi fantástico ter ido. Todos estão de parabéns pela criatividade e interpretação coreográfica.”, disse Uedson Junior estudante de jornalismo da Faculdade CCAA.
            A Ateliê Cia de Dança conta com o apoio da escola Ateliê da Dança e da loja Sodange-Materiais para ballet, que fornece alguns materiais necessários para a performance dos bailarinos.
               


Ficha técnica

Bailarinos: Adriana Lemos, Ágatha Faro, Daniel Moura, Deivison Garcia, Eduarda Ferreira, Fernando Bersot, Giulia Marques, Jeovana Simões, Letícia Lauzana, Nikole Fávero, Patrícia Garcia, Roberta Machado e Thaís Tostes.
Diretor Geral: Fernando Bersot
Diretora Artística: Bianca Lyne
Assistente de Direção: Giulliane Mallen
Coordenadora Administrativa: Rita Paravatto


Ágape




                                                       Descortinar