Hoje li um artigo do ilustrado Arnaldo Jabor sobre a fome de amor que sentimos atualmente. E isso se deve por cada vez mais as relações se tornarem superficiais.
Tudo bem que na sociedade capitalista onde nos encontramos, é lucrativo para os detentores de poder do mercado, manufaturar produtos descartáveis, onde você compra e já sabe que daqui a algum tempo (e pouco tempo) terá que comprar outro para suprir sua ausência. É a lógica de uma sociedade imediatista e gananciosa. Essa característica, porém, não deveria se aplicar a pessoas.
Seres humanos não deveriam ser descartáveis, relacionamentos deveriam começar com o desejo de ser duradouro pelo menos, e não apenas pelo singelo desejo de curtir alguns momentos da vida com alguém, enquanto não acha outro melhor. Por vezes tento me forçar a ser moderna nesses aspectos, mas minha essência não permite. Ela faz questão de ser romântica a moda antiga e idiota o suficiente para acreditar que um dia vai achar alguém que me complete. Na verdade, que some a mim, porque completos todos nós somos. Da nossa maneira, mas somos.
Talvez você esteja se perguntando o motivo de eu ter usado a palavra idiota no parágrafo anterior e eu vou explicar para que não haja mal entendidos. Não a utilizei em seu modo pejorativo, até porque eu estaria me contradizendo. Achei que seu uso seria apropriado pelo seu sentido mais melódico. Quando amamos sentimos falta demasiadamente de alguém, implicamos como se fôssemos crianças, bagunçamos o cabelo e nos embolamos em abraços e beijos inocentes, nossos olhos brilham e nem percebemos isso, ou seja, parte do nosso bom senso some e nos tornamos idiotas.
Mas isso não é nem um pouco ruim. Podemos fugir um pouco de toda a seriedade de nossos empregos e obrigações para estar ao lado daquele, ou daquela, que nos faz bem da maneira como mais nos sentimos a vontade. Ser nós mesmos; ter preguiça, gostar de dar e receber carinho.
E o que as pessoas tem hoje em dia com essa nova forma de pensar sobre relacionamentos? Lindas mulheres e belos homens frequentam boates e baladas, bebem cada vez com menos pudor, dançam com menos pudor ainda, podem até se divertir, mas continuam voltando sozinhos para casa. Não sou hipócrita de dizer que eu não faço isso. Sou jovem, tenho 21 anos, saio sim, bebo, gosto de dançar, me divirto mas sinto falta de alguém do meu lado, para segurar a minha mão e dizer o quanto sou especial.






